A cúpula do PP rechaçou a possibilidade de liberar Tereza Cristina para disputar a Vice-Presidência na chapa de Flávio Bolsonaro.
Dirigentes afirmam que a decisão de manter o partido neutro na eleição presidencial já está tomada e não demonstram disposição para reabrir a negociação com o PL.
O posicionamento impõe um novo revés à tentativa de Flávio de atrair o Centrão. Em reunião realizada na quarta-feira (29), seis dos oito integrantes da direção do Progressistas votaram pela neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto, segundo a coluna de Igor Gadelha, Carolina Nogueira e Gustavo Zucchi no Metrópoles.
A estratégia está ligada aos acordos regionais do partido e aos acenos ao governo do presidente Lula. Dirigentes avaliam que Lula não criaria obstáculos à tentativa de reeleição de Ciro Nogueira ao Senado pelo Piauí nem prejudicaria os interesses da sigla em outros estados considerados prioritários.
A resistência surgiu horas depois de Tereza Cristina indicar a aliados ter aceitado o convite de Flávio. A eventual composição, porém, sempre dependeu da aprovação do PP e da Federação União Progressista, formada com o União Brasil.
Uma regra interna do PP também dificulta a manobra. Dirigentes lembram que a convocação de uma convenção partidária exigiria antecedência mínima de oito dias, enquanto o prazo da Justiça Eleitoral para a realização das convenções termina em 5 de agosto. Aliados de Flávio alegam que a norma interna poderia ser contornada.
A movimentação deixa Flávio novamente sem a garantia de um vice do Centrão.
Vale lembrar que o candidato do PL já teve ao menos dez nomes cogitados por seu partido e aliados para ocupar a vice, incluindo nomes como Júlia Zanatta e Damares Alves.
Com informações de Diário do Centro do Mundo

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